domingo, 19 de fevereiro de 2012

HISTÓRICO URBANO, JOÃO PESSOA-PB

RELATÓRIO DA AULA DE CAMPO, SOBRE O ESPAÇO URBANO
CIDADE DE PESQUISA: JOÃO PESSOA-PB

O ESPAÇO URBANO  E O PROCESSO EVOLUTIVO DA CIDADE DE JOÃO PESSOA-PB



     
       De acordo com a aula de campo, realizada em 21 de maio de 2011, na cidade de João Pessoa no Estado da Paraíba, do componente curricular: Seminário Temático Aplicada à Geografia, ministrada pela professora: Raquel Soares de Farias. Observamos os aspectos evolutivos do espaço urbano no contexto geográfico, e suas mudanças culturais em sua paisagem geográfica através da urbanização.

A cidade foi criada sobre o domínio português no período colonial em expansão no Brasil, as margens do rio Sanhauá, foi chamada de Nossa Senhora das Neves em 5 de agosto de 1585, em homenagem ao santo do dia da sua fundação. Depois foi chamada de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em 29 de outubro de 1585, em atenção ao rei da Espanha D. Felipe II, quando Portugal passou ao domínio Espanhol. Em seguida recebeu o nome de Frederikstadt (Frederica), em 26 de dezembro de 1634, por ocasião da sua conquista pelos holandeses, em homenagem a Sua Alteza, o Príncipe Orange, Frederico Henrique. Novamente mudou de nome, desta vez passando a chamar-se Parahyba, a 01 de fevereiro de 1654, com o retorno ao domínio português, recebendo a mesma denominação que teve a capitania, depois a província e por último o Estado. Em 04 de setembro de 1930, finalmente recebeu o nome de João Pessoa, homenagem prestada ao Presidente do Estado assassinado em Recife por ter negado apoio ao Dr. Júlio Prestes, candidato oficial à Presidência da República, nas eleições de 1930 (Rodriguez, 1991).
           

A primeira capela da cidade foi erguida onde hoje se situa a catedral metropolitana. Datando do início da colonização, a mesma foi construída para o culto a Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade (Nóbrega, 1982).
Os holandeses, atraídos pela riqueza do açúcar, invadiram a cidade em 1634, passando ela a chamar-se Frederistadt. Assim permaneceu durante 20 anos (Sampaio, 1980). Registros históricos afirmam que a cidade abrigava aproximadamente 1.500 habitantes e 18 engenhos de açúcar na época desta invasão (Mello, 1987).
Em 1808, a cidade possuía 3.000 moradores, cinco ermidas, uma matriz, três conventos, uma igreja misericórdia com seu hospital. Por sua vez, em 1859 já contava com cerca de 25 mil (Mello, 1987). Até o início do século XIX, a cidade era habitada praticamente por militares, administradores e religiosos. No entanto, com a ampliação do comércio brasileiro em geral, João Pessoa, bem como todo o litoral brasileiro, teve seu povoamento acelerado (Mello, 1987).
Na parte baixa da cidade, encontravam-se os prédios da Alfândega, os armazéns do porto e as casas comerciais (estes prédios ainda hoje podem ser vistos, embora em ruínas). Já na parte alta localizavam-se as construções administrativas, religiosas e os prédios residenciais de padrão alto (Rodriguez, 1992).
Até a década de 1910, a lagoa do Parque Sólon de Lucena não permitia o crescimento da cidade em direção ao litoral. Em 1913, no governo de Saturnino de Brito, foi realizado o saneamento da bacia da lagoa, permitindo, com isso, a expansão da cidade em direção ao leste e ao sul. Após permanecer por mais de três séculos restrita às margens do rio Sanhauá e à colina onde fora fundada, a cidade, agora denominada João Pessoa, avança para o leste, em direção às praias, num crescente processo de urbanização que se estende até os dias atuais, com sua população de mais de 500 mil habitantes (Mello, 1987).

         Com base em pesquisa realizada, e dados históricos da fundação da cidade de João Pessoa, as margens do rio Sanhauá onde tudo começou, com a extração de madeira (Pau Brasil), a utilização do rio como porto, e a exploração a monocultura da cana-de-açúcar. Podemos observar toda uma área que foi marginalizada com o desenvolvimento da cidade. Então a área que no inicio da colonização era denominado como centro, hoje esta marginalizado pelo abandono, onde parte da sua arquitetura é considerada patrimônio histórico, servindo para a visitação, hotel globo é um exemplo, construído no século XX na década de 20, onde grande parte da classe dominante se reunia para discutir os fatos sociais e políticos.
            Com o crescimento da cidade surge à expansão, a necessidade de se desenvolver cada vez mais, assim tende a expandir ao litoral, com isso cresce a demanda populacional e seu desenvolvimento. Uma das principais ruas do comercio de João Pessoa, é a Marcial Pinheiro, foi uma das pioneiras onde eram localizados os cabarés (casa de ganho), a Praça João Pessoa uma das importantes da cidade, ao seu lado localiza-se a Assembléia Legislativa, a lagoa Parque Sólon Lucena e a Praça Antenor Navarro com seus prédios históricos. São alguns dos principais pontos da cidade.
            Podemos observar que, alguns bairros na cidade de João Pessoa, foram super valorizados, em suas principais ruas, grandes centros comerciais, no seguimento de produtos eletro eletrônicos, shopping Center, setor imobiliário, alimentação, construção civil e indústria são alguns dos setores que contribui para o desenvolvimento dos grandes centros, tais como os agentes sociais que produzem o espaço urbano, desta forma fazem com que cidades em desenvolvimento constante tenham uma desenvoltura para o futuro, portanto é possível comparar através dos fatos, essa evolução com o passa dos anos o grau de crescimento das áreas urbanas.
            A capital paraibana hoje conta com uma grande estrutura, de integração através de transporte publico, que alcança todos os bairros, desta forma quem mora em áreas periféricas tem acesso ao centro, banhada pelo oceano atlântico, tem belas praias, possui distrito industrial, grandes redes nacionais estão estaladas na cidade. Dentro do espaço geográfico, encontra-se o conceito de paisagem, a da grande João Pessoa, foi modificado mudou do natural para o cultural, o que seria mata atlântica hoje restam apenas algumas reservas ambientais, mas com a preservação do verde, tem o titulo de a segunda cidade mais arborizada do mundo.
            Dentre as observações na aula de campo, foi possível a observação dos aspectos culturais da cidade, onde através dos monumentos históricos é contada sua história do passado para o presente. A terceira cidade mais antiga do Brasil, João Pessoa possui uma história de 426, contada através de seus fatos históricos por todo esse período.

            Desta forma concluímos que, através dos pontos históricos visitados, onde observamos o crescimento demográfico, e centralização do espaço urbano, observa-se que a cidade tem políticas publicas bem aplicadas, dando condições para um desenvolvimento em todos os setores, digna de ser a capital do Estado da Paraíba.             


CLAUDEMIR MARTINS DOS SANTOS
MESSIAS MAIA VELEZ
POLIANA LINS DA SILVA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO PUBLICADO NO SINGA 2013, JOÃO PESSOA/PB

ASPECTO AGRÁRIO DO NORDESTE BRASILEIRO E O MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA (MST) NO ASSENTAMENTO NORMANDIA-CARUARU/PE-BRASIL ...