sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

POLUIÇÃO DO RIO MAMANGUAPE / MULUNGU-PB


CLAUDEMIR MARTINS DOS SANTOS
JOHN LENNON OLIVEIRA DA SILVA
LAÍSSA D’AVILA DE SOUZA LIRA


PROJETO DE PESQUISA

A POLUIÇÃO DO RIO MAMANGUAPE NO PERÍMETRO URBANO DO MUNICÍPIO DE MULUNGU-PB

Junho de 2011


Projeto de pesquisa do curso de Geografia da Universidade Estadual da Paraíba UEPB, Centro de Humanidades-Campos III Guarabira - PB, Departamento de Geografia e História, Da turma 2010.2 noturno, do componente Curricular: Metodologia Científica, aplicada à Geografia ministrada pelo Professor: Alexandre Peixoto faria Nogueira.


  
1                   INTRODUÇÃO

Rios podem ser definidos como um amplo corpo de água em movimento, confinado em um canal, e o termo é usado geralmente para indicar o principal tronco de sistema de drenagem (CUNHA, 2003).
Entende-se por poluição ou degradação ambiental de um rio o conjunto de atividades realizadas pelo homem, em que introduz no meio ambiente substancia ou características físicas que antes não existiam (SOUZA e PANOSSO 2011).
De acordo com o tema tratado, a poluição no rio Mamanguape no perímetro urbano do município Mulungu - PB, os agentes poluentes, mais agressivos são as redes de esgotos domesticos. A cidade não possui saneamento básico distribuído em todas as ruas, assim grande parte dos resíduos sólidos e dejetos são depositados no rio. Outro grande problema atribuído a poluição, é o lixo domestico, o município não disponibiliza de uma coleta seletiva, onde poderia ter parte deste material aproveitado com a reciclagem.
Com base nas observações, o rio não tem mais mata ciliar há uma deficiência do município em deveres para com o próprio rio neste sentido. A cidade se desenvolveu a margem do rio com o crescimento populacional tem causados vários danos como assoreamento, poluição das águas entre outros.
Do ponto de vista da pesquisa deste projeto, foi analisando os aspectos geográficos em torno do rio Mamanguape, no perímetro urbano do município de Mulungu - PB, com ênfase de necessidade da revitalização do seu leito, o reflorestamento da mata ciliar, assim evitando a erosão de sua margem.
               

2       OBJETIVOS
v GERAL

         O objetivo desta pesquisa é expor o problema da poluição no rio Mamanguape, no perímetro urbano do município de Mulungu - PB, bem como suas principais causas e conseqüências dos agentes poluentes e da degradação ambiental, sugerindo possíveis soluções.

3       OBJETIVO ESPECÍFICO

3.1       Identificar os agentes poluentes do rio Mamanguape no perímetro urbano de Mulungu.
3.2       Averiguar o impacto causado pela ação da poluição urbana no rio Mamanguape.
3.3       Caracterizar o estado de degradação ambiental causado pela ação de agentes poluentes no rio Mamanguape.
3.4       Apontar possíveis soluções para o fim da poluição, no rio Mamanguape no perímetro urbano de Mulungu - PB.


4       DESENVOLVIMENTO

         Rios podem ser definidos como um amplo corpo de água em movimento, confinado em um canal, e o termo é usado geralmente para indicar o principal tronco de sistema de drenagem (CUNHA, 2003).
Entende-se por poluição ou degradação ambiental de um rio o conjunto de atividades realizadas pelo homem, em que introduz no meio ambiente substancia ou características físicas que antes não existiam (SOUZA e PANOSSO 2011).
Ao observa as demais áreas em volta do rio Mamanguape no perímetro urbano do município de Mulungu - PB é possível identificar sinais da ação do homem na poluição e degradação do mesmo. Local que antes era ocupada por mata ciliar típica das margens de rios, com a função de protege o mesmo de erosão, isto é, o assoreamento ou aterramento do seu leito. Fenômeno que causa aumento do nível de suas águas, transbordando alem de suas margens, causando enchentes e inundações, danos e prejuízo a população ribeirinha.

Principais causas de poluição no Brasil. A pesquisa de Informações Básicas Municipais ouviu os 5.560 municípios brasileiros existentes em 2002.
QUEIMADOAS - Principais causas de poluição do ar para dois terço das 1.244 cidades afetadas pelo problema. Metade da população brasileira sofre com a poluição atmosférica.
RIOS – 38% das cidades brasileiras têm rios e enseadas poluídas. O Estado mais afetado é o Rio de Janeiro, onde 77% das cidades têm águas comprometidas.
SOLO – A contaminação dos solos afeta 33% dos municípios. Os principais responsáveis são os fertilizantes e agrotóxicos (63%) e o esgoto doméstico (60%). Fonte: IBGE-2002 Revista Isto É 18/05/2005.
O esgoto doméstico, no Brasil só 20% dos esgotos passa por tratamento, ou seja, o restante é despejado em rios sem menor tipo de tratamento, contribuindo para aumentar a sujeira, as enchentes e as doenças. O lixo, a falta de tratamento e reciclagem, com falta de programas de educações ambientais, muitas vezes levam pessoas a jogarem seus lixos domésticos nos rios sem a menor preocupação. “A quantidade de lixo produzida semanalmente por um ser humano é de cinco quilos, só no Brasil se produz cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”
A degradação dos rios e canais pode ser identificada pelos indicadores de degradação, como por exemplo, o processo histórico e o uso da vegetação ciliar nos levantamentos das seções transversais no campo (PARK, 1995).
Vale lembrar que a mata ciliar tem algumas funções primordiais (LIMA e ZAKIA, 2000): função protetora (diminui a erosão das margens e os impactos, permite maior infiltração e a recarga de aqüíferos), influencia no manejo da água dentro da bacia hidrográfica, evita o assoreamento do canal e reduz a chegada de produtos químicos, além de manter a fauna (aves e peixes) com o fornecimento de alimentos e sombra. A restauração da mata ciliar deve ser feita com diferentes espécies (floresta mista) atrativas para aves e peixes, de preferência frutíferas e de rápido crescimento (PLANÁGUA/SEMADS/GTZ, 2001).
Com base em textos e observações no campo, verificamos que a poluição nos rios é degradante, pois no município de Mulungu PB esse tipo de poluição permanece, o rio Mamanguape é poluído constantemente pelos habitantes que residem nas margens do mesmo. Seja através da rede de esgoto domestico ou pelo lixo produzido diariamente. É preciso evitar este tipo de poluição, sua revitalização é fundamental com o reflorestamento de sua mata ciliar, evitando a erosão da sua margem, mantendo o equilíbrio ecológico e sua água própria para consumo.


5       METODOLOGIA

         Para obtenção dos resultados desta pesquisa, faremos revisão bibliográfica da literatura pertinente ao tema, poluição urbana, para tanto nos basearemos na teoria e pratica da pesquisa qualitativa e quantitativa.


6       REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CUNHA, Sandra Baptista. & GUERRA, Antonio Jose Teixeira. (2003) A Questão Ambiental-Diferentes Abordagem, CUNHA, Sandra Baptista. Canais Fluviais e a Questão Ambiental. Editora: Bertrand Brasil.
SOUZA, Amanda e Elizabete Alves. PANOSSO, Marlene. Poluição dos Rios. Artigo publicado em 25/05/2011. Disponível em: http://www.webartigos.com/articles/67059/l/Poluicao-dos-Rios-/paginal.htm1#ixzzlPArxB6o9   Acesso em 13 junho, 2011.
JUNIOR, Arlindo Matos de Araujo. Formas de Poluição. Artigo publicado em 25/12/2006. Disponível em: http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/arlindojunior/geografia038.asp  Acesso em 13 junho, 2011.






domingo, 19 de fevereiro de 2012

HISTÓRICO URBANO, JOÃO PESSOA-PB

RELATÓRIO DA AULA DE CAMPO, SOBRE O ESPAÇO URBANO
CIDADE DE PESQUISA: JOÃO PESSOA-PB

O ESPAÇO URBANO  E O PROCESSO EVOLUTIVO DA CIDADE DE JOÃO PESSOA-PB



     
       De acordo com a aula de campo, realizada em 21 de maio de 2011, na cidade de João Pessoa no Estado da Paraíba, do componente curricular: Seminário Temático Aplicada à Geografia, ministrada pela professora: Raquel Soares de Farias. Observamos os aspectos evolutivos do espaço urbano no contexto geográfico, e suas mudanças culturais em sua paisagem geográfica através da urbanização.

A cidade foi criada sobre o domínio português no período colonial em expansão no Brasil, as margens do rio Sanhauá, foi chamada de Nossa Senhora das Neves em 5 de agosto de 1585, em homenagem ao santo do dia da sua fundação. Depois foi chamada de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em 29 de outubro de 1585, em atenção ao rei da Espanha D. Felipe II, quando Portugal passou ao domínio Espanhol. Em seguida recebeu o nome de Frederikstadt (Frederica), em 26 de dezembro de 1634, por ocasião da sua conquista pelos holandeses, em homenagem a Sua Alteza, o Príncipe Orange, Frederico Henrique. Novamente mudou de nome, desta vez passando a chamar-se Parahyba, a 01 de fevereiro de 1654, com o retorno ao domínio português, recebendo a mesma denominação que teve a capitania, depois a província e por último o Estado. Em 04 de setembro de 1930, finalmente recebeu o nome de João Pessoa, homenagem prestada ao Presidente do Estado assassinado em Recife por ter negado apoio ao Dr. Júlio Prestes, candidato oficial à Presidência da República, nas eleições de 1930 (Rodriguez, 1991).
           

A primeira capela da cidade foi erguida onde hoje se situa a catedral metropolitana. Datando do início da colonização, a mesma foi construída para o culto a Nossa Senhora das Neves, padroeira da cidade (Nóbrega, 1982).
Os holandeses, atraídos pela riqueza do açúcar, invadiram a cidade em 1634, passando ela a chamar-se Frederistadt. Assim permaneceu durante 20 anos (Sampaio, 1980). Registros históricos afirmam que a cidade abrigava aproximadamente 1.500 habitantes e 18 engenhos de açúcar na época desta invasão (Mello, 1987).
Em 1808, a cidade possuía 3.000 moradores, cinco ermidas, uma matriz, três conventos, uma igreja misericórdia com seu hospital. Por sua vez, em 1859 já contava com cerca de 25 mil (Mello, 1987). Até o início do século XIX, a cidade era habitada praticamente por militares, administradores e religiosos. No entanto, com a ampliação do comércio brasileiro em geral, João Pessoa, bem como todo o litoral brasileiro, teve seu povoamento acelerado (Mello, 1987).
Na parte baixa da cidade, encontravam-se os prédios da Alfândega, os armazéns do porto e as casas comerciais (estes prédios ainda hoje podem ser vistos, embora em ruínas). Já na parte alta localizavam-se as construções administrativas, religiosas e os prédios residenciais de padrão alto (Rodriguez, 1992).
Até a década de 1910, a lagoa do Parque Sólon de Lucena não permitia o crescimento da cidade em direção ao litoral. Em 1913, no governo de Saturnino de Brito, foi realizado o saneamento da bacia da lagoa, permitindo, com isso, a expansão da cidade em direção ao leste e ao sul. Após permanecer por mais de três séculos restrita às margens do rio Sanhauá e à colina onde fora fundada, a cidade, agora denominada João Pessoa, avança para o leste, em direção às praias, num crescente processo de urbanização que se estende até os dias atuais, com sua população de mais de 500 mil habitantes (Mello, 1987).

         Com base em pesquisa realizada, e dados históricos da fundação da cidade de João Pessoa, as margens do rio Sanhauá onde tudo começou, com a extração de madeira (Pau Brasil), a utilização do rio como porto, e a exploração a monocultura da cana-de-açúcar. Podemos observar toda uma área que foi marginalizada com o desenvolvimento da cidade. Então a área que no inicio da colonização era denominado como centro, hoje esta marginalizado pelo abandono, onde parte da sua arquitetura é considerada patrimônio histórico, servindo para a visitação, hotel globo é um exemplo, construído no século XX na década de 20, onde grande parte da classe dominante se reunia para discutir os fatos sociais e políticos.
            Com o crescimento da cidade surge à expansão, a necessidade de se desenvolver cada vez mais, assim tende a expandir ao litoral, com isso cresce a demanda populacional e seu desenvolvimento. Uma das principais ruas do comercio de João Pessoa, é a Marcial Pinheiro, foi uma das pioneiras onde eram localizados os cabarés (casa de ganho), a Praça João Pessoa uma das importantes da cidade, ao seu lado localiza-se a Assembléia Legislativa, a lagoa Parque Sólon Lucena e a Praça Antenor Navarro com seus prédios históricos. São alguns dos principais pontos da cidade.
            Podemos observar que, alguns bairros na cidade de João Pessoa, foram super valorizados, em suas principais ruas, grandes centros comerciais, no seguimento de produtos eletro eletrônicos, shopping Center, setor imobiliário, alimentação, construção civil e indústria são alguns dos setores que contribui para o desenvolvimento dos grandes centros, tais como os agentes sociais que produzem o espaço urbano, desta forma fazem com que cidades em desenvolvimento constante tenham uma desenvoltura para o futuro, portanto é possível comparar através dos fatos, essa evolução com o passa dos anos o grau de crescimento das áreas urbanas.
            A capital paraibana hoje conta com uma grande estrutura, de integração através de transporte publico, que alcança todos os bairros, desta forma quem mora em áreas periféricas tem acesso ao centro, banhada pelo oceano atlântico, tem belas praias, possui distrito industrial, grandes redes nacionais estão estaladas na cidade. Dentro do espaço geográfico, encontra-se o conceito de paisagem, a da grande João Pessoa, foi modificado mudou do natural para o cultural, o que seria mata atlântica hoje restam apenas algumas reservas ambientais, mas com a preservação do verde, tem o titulo de a segunda cidade mais arborizada do mundo.
            Dentre as observações na aula de campo, foi possível a observação dos aspectos culturais da cidade, onde através dos monumentos históricos é contada sua história do passado para o presente. A terceira cidade mais antiga do Brasil, João Pessoa possui uma história de 426, contada através de seus fatos históricos por todo esse período.

            Desta forma concluímos que, através dos pontos históricos visitados, onde observamos o crescimento demográfico, e centralização do espaço urbano, observa-se que a cidade tem políticas publicas bem aplicadas, dando condições para um desenvolvimento em todos os setores, digna de ser a capital do Estado da Paraíba.             


CLAUDEMIR MARTINS DOS SANTOS
MESSIAS MAIA VELEZ
POLIANA LINS DA SILVA

ARTIGO PUBLICADO NO SINGA 2013, JOÃO PESSOA/PB

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